Take My Love
performance/ instalação interativa
Take My Love é uma performance que explora histórias de amor em diferentes tipos de relacionamentos — LGBTQ+, militares e civis, alegres e dramáticos. Durante a performance, os visitantes podem escolher um objeto que lhes toque e ler ou ouvir a história de amor a ele associada.
DURAÇÃO: 15 min M/14

Entrevista

O que acontece em Take My Love?
Um visitante entra no espaço, e apresentamo-nos.
Em seguida, convido-o a escolher qualquer objeto e a escutar a história de amor ou de relacionamento ligada a ele. Pergunto se gostaria de uma sugestão ou orientação da minha parte, já que as histórias variam: algumas são muito tristes (e podem envolver a morte de uma pessoa querida), enquanto outras são mais leves ou inspiradoras.
Por isso, é importante conversar sobre as expectativas e a disposição emocional da pessoa para a história que ela vai escolher.
Depois que o visitante escolhe um objeto, pode ouvir a versão em áudio da história através de um QR code ou ler a versão em texto.
Ofereço ajuda caso a pessoa prefira que eu leia a história em voz alta para ela.
O visitante leva consigo a história e o objeto como recordação.
Depois, se quiser, pode deixar um feedback para a pessoa que compartilhou a história.
Também pode levar os meus contatos, caso deseje enviar-me a sua própria história de amor no futuro.
Como surgiu a criação desta peça?
Acredito que foi a minha própria experiência com o amor — e as dificuldades que ele traz.
Decidi começar a colecionar histórias — os mais diversos tipos de relacionamentos — para não me sentir tão sozinha num mundo cheio de dor.
Para encontrar alegria na felicidade dos outros e compartilhar a minha também (sim, haverá uma história minha).
Descobri que a vida de cada pessoa é extraordinária — e que todos têm algo a dizer, algo a compartilhar.
Na verdade, o formato um-para-um é essencial em Take My Love.
Coleciono as histórias por meio de conversas privadas, sempre procurando oferecer uma escuta individual e expressar uma gratidão sincera a cada pessoa que se abre.
Da mesma forma, durante a performance, será importante para mim conhecer um pouco o visitante, ajudá-lo a escolher uma história (se for o caso) e ouvir as suas impressões.
E até mesmo receber a sua própria história pessoal, caso ele/a queira partilhar.
Neste projeto, vejo-me a mim mesma como uma mediadora entre histórias de pessoas — pessoas que talvez nunca se encontrem, mas cujas experiências serão ouvidas.




